Em Civilization VI, os jogadores são convidados a construir impérios desde a antiguidade até à era moderna. Embora muitas civilizações façam a sua aparição, a China destaca-se pelas suas profundas raízes históricas, líderes brilhantes e maravilhas icónicas. O jogo não se limita a inspirar-se na história chinesa — ele recria-a cuidadosamente numa versão jogável. E, para nossa sorte, muitas dessas maravilhas e líderes chineses do Civilization VI têm origem em locais reais que se podem visitar.

Esta é uma viagem que sai do mapa hexagonal e nos leva à China real — onde o Exército de Terracota de Qin Shi Huang, a Grande Muralha e os templos confucionistas não são apenas vantagens estratégicas, mas património vivo. Quer seja um jogador curioso ou um viajante em busca de cultura, eis como Civilization VI se inspira na China — e como pode explorar estes marcos históricos para além do ecrã.
A China em Civilization VI: História a cada jogada
No Civilization VI, a China é liderada por Qin Shi Huang, o primeiro imperador a unificar o país. Conhecido pelos seus grandiosos projetos de construção, Qin encaixa na perfeição na mecânica de construção de maravilhas do jogo. No jogo, os bónus da China incentivam a construção de maravilhas logo no início e apoiam a expansão dinástica — um reflexo da ambição de Qin de moldar o futuro, literalmente, tijolo a tijolo.
Desde avanços científicos, como a imprensa, até filosofias culturais, como o confucionismo, os elementos do jogo inspirados na China refletem as suas contribuições de longa data para a civilização mundial.
Exército de Terracota – Xi'an, província de Shaanxi
Uma das maravilhas mais memoráveis do Civilization VI é o Exército de Terracota, que, quando construído, concede experiência de combate a todas as unidades militares e revela as unidades inimigas escondidas na névoa da guerra.

Na vida real, trata-se de um local classificado como Património Mundial pela UNESCO, situado nos arredores de Xi’an, a antiga capital da China. Descobertos em 1974, mais de 8 000 soldados de terracota em tamanho real permanecem agora imobilizados em formação, guardando o túmulo do Imperador Qin Shi Huang. Não há dois rostos iguais — um testemunho silencioso da mestria artesanal e da grandiosidade da dinastia Qin.
Ao visitar este local, passa-se por fileiras de guerreiros antigos, cavalos e carruagens, construídos há mais de 2000 anos. O museu inclui fossos reconstruídos e exposições digitais, proporcionando uma sensação misteriosa e majestosa da história.
A Grande Muralha – Estendendo-se pelo norte da China
A Grande Muralha da China surge como uma melhoria única de azulejo no Civilization VI, aumentando a defesa e a cultura. É também uma das estruturas mais simbólicas de todo o jogo.
Na realidade, a Grande Muralha estende-se por mais de 21 000 quilómetros, desde as praias de Shanhaiguan até aos desertos de Jiayuguan. Embora seja frequentemente simplificada como uma única muralha, trata-se, na verdade, de uma série de fortificações construídas ao longo de várias dinastias — tendo-se destacado especialmente durante a dinastia Ming.

Entre os locais turísticos mais populares contam-se:
- Mutianyu e Badaling (perto de Pequim): de fácil acesso, bem preservadas e ideais para quem visita pela primeira vez.
- Jinshanling: mais agreste e fotogénico, perfeito para fotógrafos ou entusiastas de caminhadas.
Os viajantes costumam comentar que a muralha serpenteia pelas montanhas como uma fita de pedra — é de tirar o fôlego, bela e inspiradora de humildade.
Confucionismo – Qufu, província de Shandong
No Civilization VI, os jogadores podem escolher o confucionismo como religião, obtendo bónus sociais e governamentais. Mas o confucionismo não é apenas uma mecânica do jogo — é uma das filosofias fundamentais que moldaram a governação, a educação e os valores chineses.

A cidade de Qufu é o local de nascimento de Confúcio e alberga o Templo de Confúcio, a Mansão de Confúcio e o Cemitério de Confúcio. Trata-se de locais tranquilos, repletos de altos ciprestes, portões de pedra e inscrições antigas gravadas na rocha. O ambiente convida a um passeio demorado, à reflexão silenciosa e à apreciação das tradições que influenciaram as civilizações do Leste Asiático ao longo de mais de dois milénios.
Invenções na área da impressão e do papel – Pequim e Hangzhou
Na árvore tecnológica do Civilization VI, a China é frequentemente associada às primeiras inovações tecnológicas, especialmente a impressão e a fabricação de papel. Estas duas tecnologias constituem marcos históricos não só no jogo, mas também na história do mundo real.
Para explorar este legado:
- Visite o Museu da Impressão da China, em Pequim, onde poderá ver técnicas antigas de impressão em xilogravura.
- Em Hangzhou, o Museu da Fabricação de Papel da China mostra como os primeiros artesãos chineses transformavam fibras vegetais em livros, pergaminhos e obras de arte.
Essas tecnologias contribuíram para preservar tudo, desde a filosofia até à governação, ajudando as civilizações a florescer muito antes da chegada da imprensa à Europa.
Monte Tai – Pico Sagrado dos Rituais Imperiais
Embora não seja uma maravilha que se possa construir no Civilization VI, o Monte Tai representa um aspeto essencial da cultura e da espiritualidade imperiais. Ao longo de mais de 3 000 anos, os imperadores subiram ao seu cume para oferecer sacrifícios ao céu e à terra. Está intimamente associado tanto ao taoísmo como ao confucionismo.

Situado na província de Shandong, o Monte Tai é Património Mundial da UNESCO e conta com centenas de templos, inscrições e antigas escadarias de pedra. Simboliza a união entre os seres humanos e o cosmos — um cenário ideal para qualquer campanha de Civilization.
Cidade Proibida – Pequim
A Cidade Proibida surge no Civilization VI como uma Maravilha do Mundo que concede aos jogadores um espaço adicional para políticas curinga. Na realidade, é um dos complexos palacianos imperiais mais bem preservados do mundo.

Construída durante a dinastia Ming, a Cidade Proibida serviu de sede aos imperadores chineses durante mais de 500 anos. Com as suas paredes vermelhas, telhados dourados e pátios dispostos com precisão, é uma maravilha arquitetónica e um símbolo poderoso do poder imperial centralizado.
Ao visitar o local hoje, passará por portões imponentes, jardins tranquilos e salões repletos de história que se estendem por quase 1 000 edifícios.
Por que os jogadores devem visitar a China em Civilization VI
Explorar os locais reais da China que aparecem no Civilization VI oferece mais do que belas paisagens — é uma lição envolvente de história, engenharia e pensamento. Quer esteja fascinado pelas maravilhas antigas da China, curioso sobre a ciência e a religião dos primórdios, ou simplesmente queira seguir as pegadas de Qin Shi Huang, visitar estes locais ajuda a ligar o jogo de estratégia à realidade.
E quando te encontras à sombra da Grande Muralha, ou olhas para os olhos silenciosos de um guerreiro de terracota, as decisões que outrora tomaste num ecrã brilhante começam a parecer — só um pouco — mais tangíveis.
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